sexta-feira, 2 de abril de 2010

O BARATO QUE FICOU CARO


ME AMARROTA QUE eu tô passado! Confesso que não dou sorte com carona. No lado onde moro parece que não mora amigo(a) ou karobano(a) que tem carro. O meu ir e vir diário tem que ser na base do onibão, porque de mototaxi não dá mais bancar, pois os preços cobrados valem duas passagens. Porém, certo dia (by tem sempre um certo dia), estava ali no ponto esperando o buzu para ir para redação do mais lido e de repente, não mais que de repente, passou Celsino Baratão (by nome fictício) com a sua Belina mil novocentos e Aracy de Almeida e parou para me oferecer uma carona. Lógico que aceitei a carona no átomo da molécula. Todo feliz entrei no carro e comemorei a economia por não ter que pagar a passagem naquele dia. Pois é, mas sabe aquele velho ditado que alegria de pobre dura pouco?, pois é, há 500 metros dali, a furreca começou a fazer um barulho estranho, uma fumaça começou a sair e o que o Peregras ouviu a seguir foi baita de um estrondo que me deixou até surdo. Fui ver o que era e para nossa infelicidade, o motor pifou. Não teve jeito, la fui eu empurrar a furreca da Belina ladeira acima por quase 100 metros. Terminado de empurra-la, este colunista estava colocando os “bofes” pra fora de tão cansado. Resumo da ópera, tive que voltar para casa para tomar outro banho e trocar de roupa. Como não poderia deixar de ser, cheguei atrasado na redação e para o meu azar o chefe tinha chegado mais cedo e ficou ali me esperando para me esculachar. Pensei até em alegar que o atraso tinha sido porque o carro que me transportava quebrou, mas se eu fosse falar que era uma Belina mil novocentos e Hebe Camargo, era perigoso que o chefe descontasse o meu dia. Por isso, preferi ficar calado, pois o barato naquele dia, acabou ficando caro.
Colunista demarré dê si sofre!!

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