domingo, 21 de março de 2010

AI QUE SAUDADE DO NOSSO PARQUE


QUE SAUDADE DA aurora da minha vida, da minha infância querida! Virge, como o Peregrino está saudosista nesta segundona, hein, Reivaldo Canela? Fiz um viagem ao tempo e me lembrei quando papai e mamãe me levava com os meus irmãos para curtir o domingão no Parque Municipal Milton Prates nos idos da década de 70, quando Pedro Santos ainda Pedrão e prefeito. Era um sofrimento dos diacho, com aquele empurra e empurra no onibão que sempre estava superlotado, tanto para ir quanto para voltar ao parque. Para quem não se lembra, ir aos parques aos domingos era o principal programa da família figueirense. Permanece ainda muito viva na minha memória, a minha ansiedade e dos meus irmãos um dia antes de ir, a gente nem dormia à noite. No parque era uma alegria incontida, a mama forrava um forro na grama e o papi detonava uma babadinha e aquela cerva estupidamente gelada da caixa de isopor, e de tira-gosto uma deliciosa farofinha da enfermeirona futebol clube, tendo como fundo musical os principais hits do momento, como Evaldo Braga, Barros de Alencar, Jerry Adriani, Perla, José Augusto, que eles ouviam naquela vitrolinha Motorádio (vermelha). Enquanto isso, eu e meus brothers só queríamos era andar de pedalinho (depois uma fila enoooorme), trenzinho da alegria e de ficar dando pipoca aos macacos. Tempos que não voltam mais..., deixa eu parar por aqui porque as lágrimas já estão rolando na fronte deste colunista que é brega e chique, mas muito sentimental.
Snift

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