sábado, 23 de janeiro de 2010

PORQUE PARA SER CHIQUE TEM QUE SER BREGA


SORRIA PERIFEIRA! Este jargão parafraseado do saudoso Ibrahim Sued é a marca inconteste deste colunista brega e chique nos seus seis anos ininterrupto no mais lido, aqui na página nove, de terça a sábado e na página oito no domingão. Pois é, e assim se passaram seis anos e “NAS MALHAS DO KAROBA” continua sendo a coluna mais lida da city, mas por incrível que possa parecer, alguns colegas(?) teimam em afirmar que o Peregrino da Notícia não é colunista... “Io só o quê” então? Ora, faça-me o favor, respeite aos menos os meus cabelos brancos e a minha sensual pancinha. Mas o interessante e para minha satisfação é que tenho sido abordado em todos os eventos em que participo ou alguns pontos em voga, por alguns peoples que não se envergonham de me paparicar com aqueles brilhos nos olhares e afirmando que são leitores assíduos da coluna e karobano(a)s de carteirinha. Outros afirmam que “Nas Malhas do karoba” é leitora obrigatória e a primeira que eles lêem. Diante destas afirmações é que cheguei a conclusão que ser brega é ser chique e que atire o pingüim de geladeira quem nunca levou um simples fora, quando se achava o tal, durante um arrastado de asa pros lados de alguma criatura do sexo oposto? Como a maioria de nós não é deficiente auditivo - graças a Deus! -, nessas horas desilusionativas é imprescindível uma trilha sonora adequada: páginas melódicas que, através do exemplo de vida dos respectivos compositores, venham consolar e ajudar a amenizar a dor provocada pelo nascimento de indigitadas “gaias” na testa do cidadão. Para isso e por causa disso, principalmente, é que foi criada A NOITE BREGA DO KAROBA, ou seja, o indivíduo que já vive no mister artístico-criativo-lítero-musical, quando se vê afligido por qualquer tipo de traição amorosa e, logicamente, já tendo certas tendências corníferas, procura logo extravasar sua dor nos versos e notas de alguma canção. Eu tenho a impressão que é assim. Este colunista brega e chique que diariamente em sua coluna destaca a high, med e baich society faz uma viagem de volta, isto é, depois de ter, possivelmente, usado de toda uma gama de pérolas do cancioneiro brega-karobiano nacional, e passado a limpo prováveis chifres e desilusões chamegativas pessoais com a sua ex-mulher, a tribufu Ricarda, resolveu juntar algumas dessas peças e desenvolver este evento que a cada ano se consagra e ganha mais adeptos. A cada edição com uma nova roupagem e com atrações diferentes, convencendo o público presente a se produzir à rigor e abolir o smoking ou ternos que tanto nos incomodam neste sertão quente das gerais. Tenho certeza que Raimundo e todo mundo, ao ouvir uma música qualquer, seja ela corneante ou não, há de se lembrar da NOITE BREGA DO KAROBA e colocar a tristeza de lado e rir como tem sido a proposta deste colunista que visita a alta roda, com toda “pompa e circunstance” mas não perde a ternura jamé e muito menos as suas origens. Seja brega pelo menos durante uma noite de hoje e venha se empaturar com deliciosos salgados, coquetéis, Cerveja ITAIPAVA, babadinhas no coco, Tubaína, musicas do hit parede brega que você, um dia, já curtiu quando a sua mãe ou a empregada limpava a casa. Ser brega não é uma doença é um jeito de ser e que é chique.
Salve, salve, suburby!
E vamos que vamos nos encontrar logo mais, na Boate Sparta, na 6ª Noite Brega do Karoba.

(*)by Octacílius Karoba

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